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#OpiniãoTingler: O que eu aprendi sobre estratégia com League of Legends

Atualizado: 18 de jul.

Eu comecei a jogar Wild Rift — a versão para celular de League of Legends — por influência do meu namorado, que tem esse game como principal atividade de lazer. Odiei a primeira partida, pois apanhei como um saco de pancadas, e pensei que iria desinstalar o aplicativo no mesmo dia.

Não poderia estar mais enganado...


Depois de insistir mais um pouco, para não deixar meu namorado tão triste, eu entendi como Wild Rift funcionava e, também, como me divertir jogando.


Aliás, vale abrir um parêntese: League of Legends (LoL) e sua versão mobile são um dos eSports mais populares do mundo. Os campeonatos profissionais têm audiência digna de esporte olímpico, com cerca de 100 milhões de espectadores nas partidas mais importantes. A série de animação baseada nos personagens de LoL teve a melhor estreia da história da Netflix e ótimas críticas.


Dito isso, depois que entendi a mecânica do jogo, eu passei a jogar Wild Rift com grande frequência — todos os dias, sendo sincero. Também acabei aprendendo algumas coisas que se tornaram úteis na minha vida profissional.


É isso que divido nos próximos parágrafos.


1. Respeite sua curva de aprendizado

O primeiro ensinamento que eu pude trazer do LoL para a vida profissional vem, justa­mente, dessa mudança de odiar o jogo para depois amá-lo.


Eu odiei a primeira partida porque LoL é um jogo bastante complexo e eu ainda não conhecia suas regras e mecânicas. A disposição em aprender foi essencial para que eu começasse a dominar o básico — e pudesse me divertir como me divirto, hoje.


Isso é uma questão básica da vida — um conselho clichê, até — mas do qual a gente se esquece com facilidade. Toda habilidade na vida precisa seguir uma curva de aprendizado. Isso vale para o trabalho e para um joguinho de celular.


Aliás, eu recentemente baixei o LoL de computador, que é muito mais difícil. Me senti nos primeiros dias de Wild Rift, sem saber fazer nada, mesmo com toda a experiência que tenho na outra versão.


Eu poderia escrever outro texto, somente sobre os desafios das mudanças e a necessidade de reaprender habilidades, só pegando esse gancho. Mas já deu pra entender, né?


2. Entenda qual é sua função no jogo

Para esse segundo ponto, eu preciso explicar um pouco sobre como funciona League of Legends e Wild Rift.


Você escolhe um personagem (chamado de “campeão”) e avança com ele pelo mapa, junto das suas tropas (os “minions”). O objetivo central é destruir o Nexus (uma espécie de cristal) do time inimigo, do outro lado do mapa.


Contudo, há três torres protegendo esse Nexus, em cada uma das três rotas que existem pelo mapa (isso no Wild Rift, já que o LoL de computador tem mais especificidades). Por isso, os times de cinco jogadores se dividem nessas rotas — e há personagens muito diferentes para jogar bem em cada uma delas.


O meu personagem favorito é o Teemo — esse bichinho fofo da imagem abaixo. Muitos jogadores pensam que ele é fraco e dizem que nós vamos perder, se eu o escolho.


Eles estão certos: o Teemo é bem fraquinho, coitado.


Porém eu jogo muito bem com ele (a ponto de ser o melhor jogador de algumas partidas, segundo o próprio placar do jogo), por saber minha função na partida.


Minha função é irritar


Como Teemo, eu nunca vou ser o jogador que mata diversos inimigos e destrói as torres com facilidade — se eu tentar fazer isso, vou morrer e fortalecer o time inimigo. Em contrapartida, eu consigo atacar muito bem de longe e, enquanto isso, ter uma visão estratégica do mapa.


Além disso, apesar de não matar, o Teemo cega e causa lentidão nos inimigos — o que irrita bastante. Com o tempo, eu entendi que o melhor que eu posso fazer é irritar a outra equipe, para que meus colegas os matem e todos possam avançar, juntos.


Essa é minha função no jogo. Não adianta tentar fazer o que meu campeão não foi feito para fazer e atrapalhar o resultado geral da equipe.


3. Aprenda a usar suas habilidades no momento certo

Todo campeão do LoL tem um “kit” com quatro habilidades, além de seu ataque básico. Cada uma precisa de um tempo para “recarregar” depois de usada, em especial a quarta habilidade, chamada de ultimate, que demora muito mais.


Algumas habilidades fazem o inimigo perder vida, outras o fazem ficar lento ou cego por um período... Porém, o mais importante é entender o momento exato de usar cada efeito.


Por exemplo: deixar seu inimigo lento antes de atacar, pode fazê-lo perder mais vida. Em outros casos, você pode terminar de matá-lo com um ataque básico, em vez de “gastar” a ultimate, deixando-a disponível para momentos especiais.


Enfim... A questão é que, guardando as devidas proporções, isso me remete ao esforço que dispendemos e quais habilidades usamos para cada tarefa no dia a dia profissional.


Aproveitando o melhor do kit de habilidades

Nós também temos um kit de habilidades limitado e precisamos de tempo para recarregá-lo. Por isso, é bom aprender quando usar cada skill e como combiná-las para gerar o melhor resultado.


Afinal, nenhum de nós quer ter que encarar um desafio sem uma habilidade essencial à disposição — ou, então, se exaurir gastando o máximo das skills o tempo todo. Ou ainda: usar uma habilidade na hora errada e vê-la sendo inútil.


Cada campeão — digo, profissional — tem uma combinação diferente de skills. Qual é a sua?


4. Controle bem o ritmo de jogo

Todos sabemos de infinitos casos de empresas que tentaram crescer demais e sucumbiram à própria ambição — com demissões em massa ou fins piores.


Essa é um ensinamento bem direto que eu trouxe do LoL: não adianta avançar se o time não está pronto para atacar. As torres causam dano e seu campeão morre se você forçar um avanço na hora errada.


Vamos para o próximo ponto!


5. Entenda quais responsabilidades são individuais ou coletivas

Cada campeão do LoL joga em uma rota, mas o jogo é em equipe: todos devem que se reunir em lutas importantes, por uma torre ou por um dragão.


Sim, tem dragões no jogo. Mas eu nem vou entrar nesse detalhe para não deixar o texto ainda mais longo.


O ponto aqui é que nós precisamos desenvolver um equilíbrio entre individual e coletivo. Assumir nossa parte de trabalho (a rota), sem deixar de ajudar o time nas conquistas coletivas (o dragão). Uma coisa não exclui a outra.


Também é comum que, mesmo avançando muito bem na sua rota, você perca a partida porque um colega foi mal do outro lado do mapa.


Você pode deixar sua rota para ajudar — correndo o risco de perder em ambas — ou deixar a partida seguir seu curso. Em todo caso, seja derrota ou vitória, é importante entender qual foi o seu papel para aquele resultado — sem se culpar ou se vangloriar por questões que não são, necessariamente, suas.


Às vezes, você vai ser só o suporte

Um dos cinco jogadores de LoL sempre exerce a função de “suporte” — isto é, suas habilidades existem só para ajudar os outros companheiros de time.


Quando não jogo de Teemo, eu gosto muito de jogar nessa função, com a Yuumi — essa gatinha fofa da imagem acima. Sim, eu só escolho personagens fofos.


A maior habilidade da Yuumi é “grudar” em outro campeão e curá-lo de ataques inimigos. Eu nem ando sozinho no mapa, quem dirá matar alguém ou derrubar uma torre... Mesmo assim, ela é um dos campeões mais valorizados do LoL, justamente por sua habilidade em ajudar os outros.


Valorize as Yuumi que trabalham com você.


6. Aprenda com as derrotas

Eu sei que o texto ficou um pouco longo, mas esse último item será bem curto e direto: as derrotas ensinam mais que as vitórias.


Avaliando como você perdeu e porque perdeu, você consegue fazer diferente na próxima partida. Digo, trabalho. Eu já estou confundindo as analogias.

Por isso, termino aqui. Espero que todas as horas que investi no LoL tenham resultado em um bom texto e conselhos úteis para aqueles que leem. Se não, eu pelo menos me diverti enquanto esperava meu kit de habilidades recarregar.

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